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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Retrospectiva do Clube de Ciências Girassol desse ano!


 

Banner do Projeto Investigativo!

        Neste ano, o Clube de Ciências teve como tema de investigação a "Cultura ambiental e seu impacto em uma comunidade do bairro Itoupavazinha". Para isso, fizemos muitas atividades de pesquisa, saídas a campo e entrevista com os moradores para tentar responder nossa pergunta "Quais são os efeitos socioambientais positivos e negativos da intervenção do ser humano na natureza em uma comunidade do bairro Itoupavazinha?". Confiram os resultados das nossas investigações:



Saída a campo!

        No dia 02 de dezembro de 2021 realizamos nossa última saída a campo do projeto investigativo "Cultura ambiental e seu impacto na comunidade do bairro Itoupavazinha". Nesta saída a campo, tínhamos como intenção observar uma área não desmatada. 

        Desta vez, pedimos para que cada clubista fizesse o seu próprio relato, confiram:


        No encontro do dia 2/12, realizamos uma saída a campo. 

        Na saída, vimos diversos tipos de plantas, árvores, fungos, cogumelos, animais e flores. Também vimos um riacho, e tomamos uma água pura e limpa direto da fonte. 

        Além de ver vários  tipos de árvores e plantas diferentes aprendemos muito sobre elas.

Relato escrito por Anna.


        No período da tarde do dia 02/12/2021 fomos a uma saída a campo em mata fechada no sítio do professor Paulo. Chegando lá, colocamos nossas botas e partimos para a nossa saída a campo com uma trilha ao lado de um córrego, que da pra pescar. Também, nessa trilha encontramos frutas, algumas flores e um tucano.  A parti dai que começou a aventura! 

        Subimos um moro em que ao redor havia árvores de Eucalipto. Seguindo até o fim do morro, comemos palmito e partimos para ver uma nascente, que acabava e corria a um rio. Começamos a entrar em mata fechada com um córrego com pedras e muita mata. O professor Paulo explicou que as nascentes se encontravam e  também ensinou como faz  uma flecha com materiais da mata, apontando para qual lugar você está indo.  

        A partir daqui realmente a aventura começou, subimos em locais com mata fechada e muita lama, pois nesse dia começou a chuviscar passamos por um perrengue, escorregávamos, tropeçava em alguns lugares, deslizava em alguns momentos mais foi tudo tranquilo até o começo da nascente. O professor Paulo explicou como ele fez para captar água dessa nascente e tudo foi gravado. Ainda, continuamos a nossa trilha com mata fechada. Também comentaram sobre a árvore de mamão que tinha sobre a  casa que o professor Paulo irá construir. Encontramos uma casa na árvore de cupim, muito legal. E por fim, descemos um moro com mata fechada ainda até o começo da saída a campo. Depois tomamos o café da tarde e ainda respondemos algumas perguntas.

Relato escrito por Evelin.


        Hoje fomos até o rancho do professor Paulo, aproximadamente 1 hora da escola. No caminho vimos gados, galinhas, aves entre outros. Quando chegamos botamos as botas que a mestranda Bruna trouxe para protegermos de animais peçonhentos. Avistamos uma nascente, aranhas, aves em geral como o tucano e o quero quero, pomares, Palmiteiro, eucalipto, milharal, flores, begônia, araucária, Mamão silvestre, Macieira, mirtilo, entre outros. Também encontramos lagartas se acomodando em folhas no chão. Registramos todos os momentos tirando fotos e no final da saída a campo fizemos um lanche coletivo.

Relato escrito por Gustavo.

        

        No dia 2 de dezembro fizemos nossa saída a campo, o previsto éramos ir a escola e depois iríamos para o sítio do professor  Paulo. Como previsto, cada um foi chegando na escola e decidimos com quem cada um  iria, deu tudo certo. Chegamos no sitio do professor Paulo, todos foram seguindo o professor  de carro. 

        Vimos algumas plantinhas comestíveis, vimos uns fungos e a palmeira real. O professor  Paulo entregou um pouco pra cada um experimentar, eu não peguei por que nunca gostei de palmito. Fomos então para a nascente, vimos mais umas espécies de fungos, vimos até uma ranzinha, todo esse trajeto em mata fechada. Chegamos na nascente, abastecemos as garrafinhas e logo começou  a chover. Fomos para uma área onde pegava Internet,  mas como estávamos com fome, não queríamos subir mais. Nisso vimos um cupinzeiro em cima de uma árvore, coisa que nos não sabíamos, eu principalmente. Então descemos para tomar café (o bolo da Bruna estava muito bom). Logo todos terminamos  de lanchar e fomos para os carros para voltarmos. No caminho vimos  uma caranguejeira atravessando a rua, ficamos ali tirando fotos e ajudando ela a atravessar.

Relato escrito por José.


        No dia 02/12 aconteceu o 14º encontro do Clube, nesse encontro fizemos uma saída de investigação. Para realizarmos a saída, nos encontramos na escola e depois fomos para o ponto de investigação. Quando chegamos, tivemos que colocar bota, passar protetor e repelente, após isso seguimos o primeiro caminho.

        No primeiro caminho a mata não era tão fechada e nele encontramos pé de  framboesa e palmito. Após isso, voltamos por outro caminho e entramos por um caminho com a mata fechada, onde seguimos o córrego de uma nascente. O trajeto para chegar na nascente foi difícil, pois muitas vezes tínhamos que andar dentro do córrego da nascente. Também havia plantas com espinhos e o solo estava muito molhado, dificultando o trajeto até chegar na nascente. 

        Quando chegamos na nascente, o professor Paulo ensinou uma forma de deixar a água potável. Enquanto ele explicava, começou a chover, que dificultou um pouco mais o caminho, mas também ajudou amenizando o calor. 

        Para voltarmos até o local do lanche, pegamos outro caminho, que foi mais fácil que o outro. No caminho, encontramos: bichas cabeludas, ninho de cupim, ninho de abelha, hera venenosa, frutas venenosas e mamão.

        No caminho de volta à escola, encontramos uma caranguejeira e tiramos umas fotos dela.

Relato escrito por Laura.


Última saída a campo do Clube de Ciências Girassol

        No dia 2 de Dezembro, nosso clube de ciências realizou uma saída a campo no sítio do professor de matemática (Paulo) para explorarmos a mata, registrar flores, fungos, frutos e/ou até acontecimentos interessantes. Achamos plantas tanto comuns quanto incomuns para a área, andamos dentro da mata aprendemos curiosidades com professor Paulo e na volta paramos para comer. 

        No final, o que foi muito marcante foi encontrarmos no caminho de volta para a escola, uma Caranguejeira da família Theraphosidae, conhecidas como a maior aranha, as fêmeas chegando até 26 cm, podendo consumir um pássaro por inteiro e não tem veneno mas podendo causar alergia. Exploramos, aprendemos e respondemos nossas próprias perguntas, foi esse o resultado da nossa última saída a campo.

Relato escrito por Lívia.


NOSSA SAÍDA A CAMPO 

        No encontro de hoje, tivemos uma saída à Campo. Não há palavras para descrever o quanto foi  sensacional esse encontro. 

         Nós, do Clube de Ciências Girassol, nos encontramos na escola em que o nosso clube está inserido, em seguida nos separamos em três grupos para nos direcionarmos até o sítio do Professor Paulo, onde seria o local de pesquisa.  Chegando lá, nos preparamos para fazer a trilha. Colocamos bota de borracha, muito repelente e escolhemos usar blusa comprida. Logo após todo o preparo e dita as instruções, iniciamos a trilha. Passamos entre diversas árvores e entre riachos, até chegarmos a uma nascente, em que podíamos beber daquela água, nunca bebemos de água tão boa quanto aquela.

        No final da nossa saída a campo, teve uma partilha de alimento com direito a bolo e salgadinho feito pela nossa pesquisadora Bruna, biscoitos, pão com frango, pão com  presunto e queijo, feitos pela nossa coordenadora Carlen, e sem contar os sucos de uva e laranja que estavam deliciosos.

        Eu posso dizer por todos que foi um dia de muitas risadas e diversão com todos os participantes do grupo. Foi um dia diferente de aprender coisas novas e aprender sobre a diversidade de espécies de seres viventes na mata e ao seu redor. 

        Com essa saída campo,  nos capacitamos ainda mais em fazer trilha e podemos nos avaliar em relação com a nossa condição física. Observarmos na mata uma tarântula, muitos cogumelos e fungos, diversas espécies de plantas, lagartas de borboleta, olho de morcego, dentre várias outras espécies.

Relato escrito por Maria Eduarda.





















































quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Saída a campo do nosso projeto "Cultura ambiental e seu impacto na comunidade do bairro Itoupavazinha"

             No encontro do dia 11 de novembro de 2021 tivemos nossa saída a campo com o intuito de responder nossa pergunta de pesquisa: “quais são os efeitos socioambientais positivos e negativos da intervenção do ser humano na natureza em uma comunidade do bairro Itoupavazinha?”. Para isso, fomos até a casa da clubista Julia na Rua Amsterdam, próximo à escola, para investigar dois pontos de desmatamento. Chegando lá, planejamos como iríamos aproveitar o tempo desta saída a campo, organizando os grupos para as entrevistas com os moradores e testando os aplicativos antes das observações em campo.  

Nos deslocamos até o primeiro ponto de observação, era um terreno que está à venda e que foi desmatado. Também encontramos muito lixo jogado nesse ambiente. Conseguimos subir nesse terreno para explorar a área. Utilizamos vários aplicativos no celular e tablet, por exemplo, o ExploraHabitat (aplicativo desenvolvido na FURB), outros de identificação de plantas, fungos e insetos. Alguns clubistas não conseguiram baixar os aplicativos e tiraram fotos com o celular para mandar no nosso grupo do WhatsApp. Um dos clubistas gravou o som da natureza, pois foi possível escutar o canto de várias aves.

Foi feito uma coleta de lixo na área, vários objetos foram encontrados incluindo: embalagens de alimentos, garrafas, latinhas, bem como alguns eletrodomésticos como máquinas de lavar roupa, ventilador e um fogão, entre outros, até mesmo nessa coleta foi observado um parachoque de carro. Retiramos dois sacos grandes de lixo.

Também observamos insetos, plantas e fungos no local, achamos três espécies de fungos diferentes, duas espécies de borboletas, dois tipos de formigas e outros insetos não identificados. Havia uma grande variedade de plantas, entre elas, flores como o picão-da-praia, urtigas, palmeiras, olho de boi e até mesmo milho foi encontrado plantado no local. Ainda, observamos a presença de bananeiras plantadas na encosta do barranco. Discutimos o quanto elas absorvem água e causam os deslizamentos. Nos foi questionado sobre a coloração avermelhada do solo e o grupo pesquisou na internet descobrindo que é devido à presença de ferro.

Voltamos para a casa da clubista Julia e comemos uma deliciosa nega maluca com sucos e café feitos com carinho pela mãe da Julia. Discutimos sobre o que tínhamos observado e iniciamos esse relato coletivo.

Após o café, elaboramos as perguntas que iriam ser feitas para os moradores:

  • Quanto tempo você mora aqui?

  • O que você percebeu de mudanças no bairro?

  • Quais são os pontos negativos do desmatamento?

  • Quais benefícios o desmatamento traz para a comunidade?

  • Você percebe que em modo geral as pessoas poluem ou preservam a      natureza ao redor de sua casa?

  • O que você faria para melhorar a natureza?

Depois disso, fomos para o nosso segundo ponto de observação, era uma área desmatada para a construção de um parque. Observamos esgoto a céu aberto e encontramos a presença PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), como a Begônia. Os clubistas experimentaram e sentiram um gostinho azedinho. Encontramos também uma área de descarregamento de lixo e vestígios de queimada de materiais. Observamos uma placa em que os moradores estavam indignados com a falta de educação das pessoas com o meio ambiente, que dizia “Educação faz bem para a saúde. Lixo no lixo”. 

Em seguida, formamos três grupos e caminhamos pelas ruas da comunidade para entrevistar os moradores com as perguntas citadas acima. Para a primeira pergunta, encontramos moradores antigos e outros mais novos. Os moradores mais antigos observaram a construção de mais casas, por exemplo, antes a rua era de barro e depois de muito tempo foi asfaltada. Segundo eles, por mais que algumas pessoas tem um quintal bem verde, ainda jogam lixo no chão. Os moradores mais novos não perceberam muitas mudanças. 

Como pontos negativos, os moradores comentaram que o lixo jogado na natureza polui o ar, causam alagamentos e que o desmatamento acelera o aquecimento global. Como pontos positivos, os moradores citaram a segurança, já que no primeiro ponto de observação, muitos assaltantes se escondiam ali. No segundo ponto de observação, um dos moradores que trabalham na obra do parque comentou que foi a própria comunidade que pediu para fazer o parque naquele local, pois as crianças não tinham onde brincar e que havia uma área de esgoto a céu aberto e de descarregamento de lixo. Ainda observamos essas situações nesse ponto, mas elas estão sendo resolvidas pela prefeitura, segundo o trabalhador. Questionamos o morador sobre a necessidade de ter desmatado para construir, mas ele comentou que eles estão preocupados com isso e nos mostrou várias mudas de plantas nativas que está fazendo para plantar no parque. 

Na quarta pergunta, alguns moradores relataram que os moradores poluem o meio ambiente. No entanto, outros moradores comentaram que a maioria preserva. Para a última pergunta, a maioria dos moradores afirma que já fazem reciclagem e que plantam árvores em seus quintais. 

Nos reunimos na rua e discutimos sobre as respostas dos moradores. Vimos, também, mais uma placa mostrando a indignação da comunidade para não jogar lixo no chão. Em seguida, observamos um local em que a intervenção humana afetou bastante um riacho. Percebemos a água muito poluída com uma cor bem escura e com bastante lixo. Notamos muitas casas bem próximas desse local e debatemos sobre a possibilidades de enxurradas e dos danos que podem causar às pessoas que moram ali.

Voltamos para a casa da Julia e entrevistamos um último morador, o pai da própria clubista. O que mais nos chamou a atenção é que ele foi relatando suas ações no meio ambiente ao redor de sua casa, cuidando de animais como o gambá e plantando árvores nativas, o que mostra uma cultura ambiental. O pai da clubista aproveitou o terreno, preservando uma nascente e construiu uma passagem para esta água. Após isso, voltamos para a escola e finalizamos o nosso encontro.   

Relato escrito pelo coletivo do Clube de Ciências Girassol